terça-feira, 15 de setembro de 2015

Edson Souza lamenta estratégia adversária



Para treinador, Cabofriense propõe o jogo ofensivo ao contrário dos rivais

Em sua segunda partida na Copa Rio, a Cabofriense somou mais um ponto. Em um empate, desta vez fora de casa, o técnico Edson Souza veio lamentar por ter enfrentado mais uma vez uma equipe que, segundo ele, joga atrás, na retranca. Ele analisou sua equipe, parabenizou seus comandados, mas ressaltou que vai manter sua filosofia de jogar sempre pra frente, pois foi assim que conquistou títulos e acessos.

-Como treinador a gente tem que analisar o que os jogadores fazem dentro de campo. Se a gente for analisar o resultado a gente sai com sabor de derrota porque a gente propõe o jogo, a gente joga mais, cria mais. Respeito o adversário, mas a vida a gente precisa de estratégia, e a estratégia deles assim como foi o Tigres a do Bonsucesso foi a de se defender e buscar uma bola, e eles estão sendo felizes. Até brinquei com meus jogadores, vou rever meus conceitos, vou mudar, a gente propõe o jogo, coloca o time ofensivo, busca, coloca pra frente e às vezes é penalizado, mas eu não vou mudar minha direção porque foi assim que eu conquistei algumas coisas no futebol. Estou satisfeito, os jogadores buscaram até o final, não se renderam e isso que é importante. Disse.

Para Edson Souza, pela atuação que teve nessas duas partidas, o sentimento de frustração mexe um pouco, mas exaltou que o seu time está mostrando crescimento em todos os aspectos.

-Nós vamos colher os frutos lá na frente, com certeza. A gente sai mais uma vez frustrado, como foi contra o Tigres, que foi pior, foi dentro de casa e porque a gente estava na frente. Esse era um jogo que a gente tinha totais condições de ter ganho, respeito o adversário, mas o futebol não tem merecimento, tem bola dentro da rede, e se tivesse que ter algum vitorioso tanto contra o Tigres quanto contra o Bonsucesso teria que ser a Cabofriense.
Eu já vi um crescimento em todos os aspectos, porque nosso time estava inteiro e o Bonsucesso com dois ou três jogadores caindo de cãibras. Comentou.

O próximo adversário será o Nova Iguaçu. E quem estava no luso-brasileiro assistindo a Bonsucesso e Cabofriense era o técnico iguaçuano Carlos Vitor. Para Edson Souza, não será novidade para o técnico da equipe da Baixada Fluminense, até porque, já trabalhou com Carlos Vitor durante quatro anos.

-Hoje todo mundo tem informações de tudo. O Carlos Vitor trabalhou comigo quatro anos no Nova Iguaçu, ele conhece minha filosofia e não vou mudar em nada e quem decide os jogos são os jogadores, a gente se prepara e no dia do jogo é com eles. A nossa participação é até grande pelo nível que o futebol está, porque na minha época a participação do treinador era pouca. Vamos manter nossa filosofia, vamos propor o jogo, vamos buscar o jogo, oxalá os nosso jogadores estejam inspirados e os do Nova Iguaçu não. Opinou.

Ao final do bate papo, a lembrança do amigo Vivinho, companheiro de Vasco da Gama e de uma sociedade que tiveram em Meriti. Edson Souza lamentou o falecimento do amigo.


-Triste, cara, triste. Tivemos uma notícia triste, o cara amigo, tive contato com ele até porque tivemos um comércio juntos em São João de Meriti. Quando me deram a notícia no vestiário, levei um baque. Aí eu lembrei do Bacharel, quem é botafoguense lembra, foi mais ou menos a mesma coisa. Um choque, foi pra casa e dois dias depois... Isso é perigoso, tem que tomar muito cuidado. A gente fica sentido porque jogamos juntos, e deu um baque sim. Hoje a gente está aqui, e de repente se vai. Encerrou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário