Edson
Souza lamenta estratégia adversária
Para
treinador, Cabofriense propõe o jogo ofensivo ao contrário dos
rivais
Em
sua segunda partida na Copa Rio, a Cabofriense somou mais um ponto.
Em um empate, desta vez fora de casa, o técnico Edson Souza veio
lamentar por ter enfrentado mais uma vez uma equipe que, segundo ele,
joga atrás, na retranca. Ele analisou sua equipe, parabenizou seus
comandados, mas ressaltou que vai manter sua filosofia de jogar
sempre pra frente, pois foi assim que conquistou títulos e acessos.
-Como
treinador a gente tem que analisar o que os jogadores fazem dentro de
campo. Se a gente for analisar o resultado a gente sai com sabor de
derrota porque a gente propõe o jogo, a gente joga mais, cria mais.
Respeito o adversário, mas a vida a gente precisa de estratégia, e
a estratégia deles assim como foi o Tigres a do Bonsucesso foi a de
se defender e buscar uma bola, e eles estão sendo felizes. Até
brinquei com meus jogadores, vou rever meus conceitos, vou mudar, a
gente propõe o jogo, coloca o time ofensivo, busca, coloca pra
frente e às vezes é penalizado, mas eu não vou mudar minha direção
porque foi assim que eu conquistei algumas coisas no futebol. Estou
satisfeito, os jogadores buscaram até o final, não se renderam e
isso que é importante. Disse.
Para
Edson Souza, pela atuação que teve nessas duas partidas, o
sentimento de frustração mexe um pouco, mas exaltou que o seu time
está mostrando crescimento em todos os aspectos.
-Nós
vamos colher os frutos lá na frente, com certeza. A gente sai mais
uma vez frustrado, como foi contra o Tigres, que foi pior, foi dentro
de casa e porque a gente estava na frente. Esse era um jogo que a
gente tinha totais condições de ter ganho, respeito o adversário,
mas o futebol não tem merecimento, tem bola dentro da rede, e se
tivesse que ter algum vitorioso tanto contra o Tigres quanto contra o
Bonsucesso teria que ser a Cabofriense.
Eu
já vi um crescimento em todos os aspectos, porque nosso time estava
inteiro e o Bonsucesso com dois ou três jogadores caindo de cãibras.
Comentou.
O
próximo adversário será o Nova Iguaçu. E quem estava no
luso-brasileiro assistindo a Bonsucesso e Cabofriense era o técnico
iguaçuano Carlos Vitor. Para Edson Souza, não será novidade para o
técnico da equipe da Baixada Fluminense, até porque, já trabalhou
com Carlos Vitor durante quatro anos.
-Hoje
todo mundo tem informações de tudo. O Carlos Vitor trabalhou comigo
quatro anos no Nova Iguaçu, ele conhece minha filosofia e não vou
mudar em nada e quem decide os jogos são os jogadores, a gente se
prepara e no dia do jogo é com eles. A nossa participação é até
grande pelo nível que o futebol está, porque na minha época a
participação do treinador era pouca. Vamos manter nossa filosofia,
vamos propor o jogo, vamos buscar o jogo, oxalá os nosso jogadores
estejam inspirados e os do Nova Iguaçu não. Opinou.
Ao
final do bate papo, a lembrança do amigo Vivinho, companheiro de
Vasco da Gama e de uma sociedade que tiveram em Meriti. Edson Souza
lamentou o falecimento do amigo.
-Triste,
cara, triste. Tivemos uma notícia triste, o cara amigo, tive contato
com ele até porque tivemos um comércio juntos em São João de
Meriti. Quando me deram a notícia no vestiário, levei um baque. Aí
eu lembrei do Bacharel, quem é botafoguense lembra, foi mais ou
menos a mesma coisa. Um choque, foi pra casa e dois dias depois...
Isso é perigoso, tem que tomar muito cuidado. A gente fica sentido
porque jogamos juntos, e deu um baque sim. Hoje a gente está aqui, e
de repente se vai. Encerrou.
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