segunda-feira, 16 de março de 2015

Edson Souza: “Não podemos nos debruçar nos problemas”

FOTO: Andreia Maciel

Técnico do Tricolor da Região dos Lagos busca através de muito trabalho voltar a vencer

O dia seguinte a derrota para o Madureira foi de treino regenerativo. A equipe se prepara visando o jogo contra a Luverdense, pela Copa do Brasil. Em relação ao jogo diante do Tricolor Suburbano, o técnico Edson Souza falou sobre a relação com torcida e o que é preciso para tirar a Cabofriense da situação em que se encontra no cariocão.

-Em relação a torcida, isso faz parte do nosso trabalho. A gente está habituado a esse tipo de coisa. O torcedor não está aqui o dia a dia, não sabe o que acontece. Mas, eu não tenho que estar preocupado com torcedor, tenho que me preocupar com quem está aqui no trabalho. Em relação ao jogo, todos viram que enfrentamos uma equipe altamente qualificada, que está em uma situação confortável, os caras jogam a vontade, jogam no seu erro. Quem tinha que propor alguma coisa éramos nós e foi o que fizemos. Haja vista a quantidade de oportunidade que nós criamos. Eu ia ficar preocupado se não criássemos nada. Mais uma vez algumas falhas e nós tomamos um gol; eu não sou de reclamar de arbitragem, quem sou eu, mas se vermos o vídeo tape. Eu fui jogador e sei de uma coisa, quando acontece alguma coisa no jogo e vão apenas um ou dois jogadores reclamar com a arbitragem, é uma coisa, agora quando vão todos reclamar, aí aconteceu alguma coisa de errado. Teve uma falta em cima do Leandro que ele não deu e na seqüência saiu o gol. Disse.

Sobre o jogo, Edson afirmou ter visto sua equipe atuar bem até sofrer o gol. O treinador ainda falou sobre o “Apagão” que o time apresenta em algumas situações.    

-Em relação ao jogo, acho que nossa equipe se portou muito bem até tomar o gol, e isso é uma preocupação, porque quando eu via as manchetes: “Apagão na Cabofriense” então não é uma coisa que aconteceu agora, é uma coisa decorrente e temos que procurar corrigir isso porque o time se portava muito bem. Comentou.

Sobre sofrer os gols após substituir Gilcimar, Edson relatou que já havia alertado seus jogadores por mudanças, e que observou que Gilcimar estava no sacrifício.

-Em relação às substituições, eu sou pago pra arrumar soluções, e desde que eu cheguei aqui à situação já não era confortável então eu tenho noção de quem vinha jogando, é fácil de saber isso. E eu como treinador tenho que buscar alguma coisa diferente e os jogadores já sabiam qual era a minha proposta caso eu precisasse não trocaria seis por meia dúzia, eu mantenho um banco de jogadores leves, na palestra eles já sabiam disso. Coincidentemente, na tirada do Gilcimar, que vinha de contusão, tive que tirar porque ele estava atuando visivelmente no sacrifício. Ressaltou.

Com a experiência de quem já esteve em campo, Edson Souza enfatizou que sua certeza se confirmou com a apresentação de Gilcimar que está entregue ao departamento médico e sequer viaja para enfrentar o Luverdense, pela Copa do Brasil.

-Com todo o respeito, já fui jogador, já estive do outro lado, e sei quando o jogador está se sacrificando, ou não. Haja vista que o Gilcimar na reapresentação está no departamento médico e está impossibilitado até de viajar, então mostra que eu não estava errado. Não tenho que estar preocupado com a opinião das pessoas, tenho que estar preocupado é aqui dentro, é o grupo. Nesse momento nada o que vem de fora pode afetar a gente aqui, estou tranqüilo, fiz o que tinha que fazer, infelizmente, por coincidência tomou os gols, mas paciência faz parte. Aí que entra o tal apagão que a gente tem que respirar pra corrigir isso. Disse.

Visualizando o futuro do clube, Edson tenta na base da conversa e de muito trabalho buscar o equilíbrio que o time precisa para voltar a vencer na competição. Segundo o comandante, não se pode debruçar nos problemas, tem é que sair deles.  

-Na vida a gente não pode se debruçar em cima dos problemas temos que procurar sair da zona atrás de soluções. Se você for no desespero, com certeza as coisas vão piorar. Tem que se manter o equilíbrio, mas sabendo que não pode confundir tranqüilidade com marasmo. Quando a gente vai pra dentro do campo eu falo com eles: tenham pressa, mas não sejam apressados. Pressa no raciocínio. Passei pra eles que na vida não se pode ficar com cara de coitadinho. A vida é dura, se você ficar com cara de coitadinho ela vem aqui e te dá outra porrada. Tem que trabalhar e seguir em frente. Encerrou.




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